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Gladson oficializa pedido de candidatura ao Senado e aguarda julgamento do TSE

Acre ·

Gladson Cameli em primeiro plano e ao fundo uma bandeira do Brasil e uma bandeira do Acre

Ex-governador aparece como candidato do Progressistas e integra a coligação Avança Acre na disputa por uma das duas vagas do estado.

O ex-governador do Acre Gladson Camelí, do Progressistas, já consta no sistema de Divulgação de Candidaturas e Contas Eleitorais do Tribunal Superior Eleitoral, o DivulgaCandContas, como candidato ao Senado Federal nas eleições de 2026. O pedido de registro ainda não foi julgado pela Justiça Eleitoral e aparece com a situação “aguardando julgamento”, assim como os outros sete candidatos ao Senado.

Gladson concorre pelo Progressistas, com o número 111, e integra a coligação Avança Acre, formada por PDT, MDB, PL, Democrata e Federação União Progressista, composta por União e Progressistas.. Beatriz Camelí aparece como primeira suplente e Debora Nunes como segunda suplente.

O registro ocorre poucos dias após o Superior Tribunal de Justiça, o STJ, manter a condenação criminal de Camelí. A Corte Especial rejeitou, por unanimidade, os embargos de declaração apresentados pela defesa e manteve a sentença que condenou o ex-governador a 25 anos e 9 meses de prisão, em regime inicial fechado, além de multa e indenização de R$ 11 milhões.

Entre os documentos apresentados no registro estão as certidões criminais da Justiça Estadual de primeiro e segundo graus e da Justiça Federal de primeiro e segundo graus.

Os documentos, porém, ainda não podem ser visualizados no sistema. Ao acessar os arquivos, aparece a mensagem “arquivo aguardando anonimização”.

Bens declarados

Na declaração apresentada à Justiça Eleitoral, Gladson Camelí informou possuir R$ 5.997.277,46 em bens.

Entre os itens declarados estão um BMW X6, avaliado em R$ 920 mil; um terreno no valor de R$ 600 mil; uma motocicleta Honda CBR 650R, avaliada em R$ 48 mil; além de valores mantidos em contas, aplicações financeiras, consórcios e outros direitos.

Condenação no STJ

A situação do registro eleitoral ocorre após a Corte Especial do STJ manter, na última quarta-feira, 5, a condenação criminal de Gladson Camelí. A decisão rejeitou os embargos de declaração apresentados pela defesa e preservou a sentença proferida em 6 de maio de 2026.

A ação teve origem em denúncia do Ministério Público Federal, que acusou Camelí de liderar uma organização criminosa envolvida em fraudes em licitações, corrupção ativa e passiva, peculato, lavagem de dinheiro e desvio de recursos públicos durante sua gestão no Governo do Acre.

Conforme a decisão mantida pelo STJ, permanecem também os efeitos eleitorais da condenação, que, segundo a legislação citada no caso, podem resultar em inelegibilidade.

A defesa do ex-governador havia informado, após a condenação, que recorreria ao Supremo Tribunal Federal e que mantinha confiança na reversão da decisão.

Disputa pelo Senado

O registro ocorre em meio a uma disputa acirrada pelas duas vagas do Acre no Senado. Na pesquisa Delta encomendada pela TV Gazeta e divulgada nessa terça-feira, 11, considerando a primeira e a segunda opção de voto dos entrevistados, Márcio Bittar aparece com 18,79%, seguido por Gladson Camelí, com 18,14%, e Jorge Viana, com 14,61%.

A diferença entre Bittar e Camelí é de 0,65 ponto percentual. Na sequência aparecem Mara Rocha, com 12,77%; Sérgio Petecão, com 8,10%; e Dr. Eduardo Veloso, com 5,67%.

O levantamento também apontou Gladson Camelí com 15,90% de rejeição.

Fonte: A Gazeta do Acre(abre em nova aba)

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