O poder é uma partilha, e não uma propriedade”, diz Gladson ao ser diplomado senador da República

  • 19 de December de 2014
Gladson Cameli - Diplomação3Eleito com 218.756 mil votos no pleito deste ano, o deputado federal Gladson Cameli (PP-AC) foi diplomado senador da República na manhã desta sexta-feira,19, em solenidade realizada pelo Tribunal Regional (TRE), reafirmando seu compromisso de trabalho pelo Acre, fazendo também uma menção ao tio, o ex-governador Orleir Cameli (In memorian) e aos pais, Eládio e Linda Cameli.
 
Eleito com a maior votação da história do Acre, Gladson será a partir o dia 1 de fevereiro de 2015 o mais jovem senador do Brasil, e agradeceu a confiança de todos os acreanos, afirmando que nenhuma instituição política pode estar acima dos interesses do estado assim como nenhum projeto eleitoral é maior que a proposta de uma vida digna ao mais humilde dos cidadãos.
 
Gladson fez questão de destacar em sua fala que o poder é uma partilha, e não uma propriedade. “Há uma grande responsabilidade em meus ombros. Mas há também a leveza de espírito dos princípios que aprendi com a minha família: a de que todo poder é transitório e que se, a partir desse momento estou senador, é para que eu possa servir ao povo e nunca o contrário”, frisou ele.Gladson Cameli - Diplomação2
 
O novo senador acreano colocou-se à disposição do governador Tião Viana (PT) para cumprir uma relação de respeito mútuo, no desempenho de suas funções institucionais como senador de todos os brasileiros que vivem no Acre, e enfatizou que o passado tem que ser referência e história e não como prisão para os sonhos.
 
“Comparar o Acre do passado com o Acre do presente é muito pouco. Começamos a fazer hoje o Acre do futuro”, finalizou Cameli.
 
ÍNTEGRA DO DISCURSO DE DIPLOMAÇÃO - SENADOR GLADSON CAMELI (PP-AC)
 
Excelentíssimo senhor presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Estado do Acre;
 
Excelentíssimo senhor procurador Eleitoral;
 
Dignas autoridades;
 
Demais colegas aqui diplomados;
 
Amigos e familiares,
 
 
Há quase duas décadas, meu tio Orleir Cameli, me levava para os eventos políticos de que participava. Na verdade, ele me conduzia à estrada que eu, anos mais tarde, teria imenso orgulho em trilhar. Um caminho que sigo com a satisfação de contribuir com o meu estado sem pedir nada em troca.
 
Hoje, no momento dessa diplomação, coloco-me no dever de honrar a sua lembrança e dizer que, sinto sua companhia em todo esse caminhar.
 
Digo isso porque a cada dia na política, percebo de perto o que ele sofreu. Os ataques, as inverdades, as calúnias e as ofensas daqueles que usam o poder para criar trincheiras ao invés de construir pontes. Nesse diploma, outorgado pela democracia, está o poder do povo, uma soma de vozes que, em uníssono, representam um sentimento que não se pode calar.
 
Esse som, expresso através das urnas se fez ouvir em mais de 218 mil vozes que fizeram de mim o político mais votado em 2014 e o senador mais votado da história do Acre.
 
 
Há uma grande responsabilidade em meus ombros. Mas há também a leveza de espírito dos princípios que aprendi com a minha família: a de que todo poder é transitório e que se, a partir desse momento estou senador, é para que eu possa servir ao povo e nunca o contrário.
 
O poder, meus amigos, é uma partilha e não uma propriedade.
 
Dentro desse espírito, saúdo todos os eleitos, com diferentes funções, mas igual importância na representação das transformações que o povo acreano sonha e merece.
 
Renovo o meu compromisso com todos: a legenda que defendo têm 4 letras: A, C, R, E. Nenhuma instituição política pode estar acima dos interesses do estado assim como nenhum projeto eleitoral é maior que a proposta de uma vida digna ao mais humilde dos nossos cidadãos.
 
Cumprimento o governador eleito Tião Viana e, desde já, coloco-me a disposição para cumprir uma relação de respeito mútuo, no desempenho de minhas funções institucionais como senador de todos os brasileiros que vivem no Acre.
 
 
Saúdo também os deputados federais eleitos, por ordem alfabética: Alan Rick, César Messias, Flaviano Melo, Jéssica Sales, Léo do PT, Major Rocha, Raimundo Angelim e Sibá Machado.
 
Também quero expressar meu respeito aos 24 deputados estaduais eleitos num expressivo movimento de renovação da Assembleia Estadual em busca de uma política mais inovadora e produtiva.
 
Mas acima de tudo, quero agradecer a Deus que nos permitiu a todos presenciar a esse novo capítulo da história do Acre e ao povo do nosso estado que através das suas decisões reafirma a sua posição de protagonista de seu destino.
 
O Acre é grande. Imenso. Mas maior ainda é o seu futuro e a sua capacidade de realização.
 
O passado tem que ser referência e história. Não pode ser usado como prisão para os sonhos.
 
Quero finalizar com uma frase que tenho ecoado em todos os cantos, de Assis Brasil a Marechal Thaumaturgo: comparar o Acre do passado com o Acre do presente é muito pouco. Começamos a fazer hoje o Acre do futuro.
 
 
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