“Segurança pública do Acre virou um barril de pólvora”, diz Cameli

  • 25 de April de 2014

Presídio - Rio Branco - Foto do MPENum dos momentos em que o Acre vive uma de suas piores crises da segurança pública, o deputado federal Gladson Cameli (PP-AC) tem cumprido desde a última quinta-feira (24) uma série de visitas e conversas com agentes do setor.

Na quinta-feira,24, acompanhado do deputado Marcio Bittar (PSDB-AC), ele esteve no Complexo Penitenciário Francisco de Oliveira Conde.

Desde o início do mês os agentes penitenciários denunciam as condições precárias de trabalho, além das péssimas condições físicas do presídio. A superlotação é um dos principais problemas. Celas que deveriam ter no máximo 10 presos tem hoje quase 25. Os agentes não contam com uniformes nem equipamentos de segurança.

Para uma ala com mais de mil presos há somente duas algemas para fazer a escolta. Gladson Cameli mostrou preocupação com a situação do presídio e colocou seu mandato à disposição do governo para encontrar soluções.

Segundo ele, como está o quadro não pode permanecer, com a unidade transformando-se num barril de pólvora.

“É preocupante o que encontramos aqui. Isso mostra que não há nenhuma recuperação social dos presos. Estas pessoas passam o dia em celas superlotadas, com a cabeça vazia. É preciso pensar em políticas para que estes homens tenham ocupação, passem por qualificação para quando saírem daqui encontrarem trabalho no mercado e não voltem a cometer crimes”, afirma o deputado.

Quanto aos agentes, Cameli também disse ser necessário o governo garantir condições seguras de trabalho, com fardas e armamento para conter qualquer tentativa de rebelião.

Nesta sexta-feira, 26, os deputados se encontraram com os delegados de polícia, que apresentaram um diagnóstico nada satisfatório da realidade da Polícia Civil.

Segundo eles, a falta de condições de trabalho é um dos grandes entraves entraves nas delegacias, o que dificulta as investigações e elucidações dos crimes. Para Cameli, é dever do poder público assegurar aos órgãos de segurança o mínimo de estrutura fundamental para atuar com firmeza no combate a criminalidade.

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