Gladson pede união do Partido Progressista em torno do impedimento de Dilma

Partido aprovou resolução que prevê expulsar parlamentar do PP que votar contra o impeachment

O senador Gladson Cameli (PP-AC) defendeu nesta sexta-feira (15), durante a reunião da Executiva Nacional do Partido Progressista, a união do grupo em torno da aprovação da admissibilidade do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. A votação começou nesta sexta-feira na Câmara dos Deputados e terminará no domingo (17). São necessários 342 votos para que o processo seja enviado ao Senado Federal, que fará o julgamento.

“A decisão da maioria do partido deve ser respeitada. Isso faz parte do processo democrático. Somos mais que um partido, somos uma família, e é essa unidade que deve prevalecer num momento como este”, disse Gladson ao discursar na abertura do encontro. Por maioria absoluta foi aprovada resolução que prevê expulsar o parlamentar que votar contra o impeachment. Quem faltar à sessão também receberá sanção após julgamento no Conselho de Ética do partido.

“Embora sempre tenha sido favorável à pluralidade de opinião dentro do partido, defendo que é insustentável permanecer como está. O governo está desgastado, nosso país passa por uma crise de desconfiança dos investidores, a recessão já se faz presente. Enfim, é preciso dar uma basta. Eu sou a favor do impeachment”, afirmou Gladson.

Na última terça-feira (11), os deputados federais do PP decidiram, por 37 votos a nove, votar favoravelmente ao processo de impedimento da presidente da República. O partido tem 49 integrantes na Câmara. Dilma Rousseff é acusada de crime de responsabilidade por editar decretos de crédito extraordinário sem autorização do Congresso Nacional e por atrasar a transferência de recursos do Tesouro Nacional para bancos públicos e dessa forma apresentar um superávit artificial.

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