Ministério da Saúde relata a Gladson Cameli situação da malária no Acre e aponta falhas na gestão estadual

* Através de nota técnica, MS confirma ao senador Gladson Cameli envio de R$ 2,6 milhões para conter doença no Acre, informa falta de coordenador estadual da malária e redução de agentes de endemias nos municípios

O Ministério da Saúde, através do Departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis, da Secretaria de Vigilância em Saúde, enviou na tarde desta quinta-feira (29) ao senador Gladson Cameli (PP-AC), nota técnica onde informa ao parlamentar acreano a situação epidemiológica da malária no estado do Acre. As informações do órgão confirmam o aumento nos casos de malária em 27% no Acre no período de janeiro a setembro, assim como as ações do Governo Federal para conter o problema.

Os técnicos do Ministério da Saúde afirmam na nota que no município de Cruzeiro do Sul a malária é de responsabilidade do Governo do Estado e que aguarda a confirmação de uma reunião com os representantes da Sesacre para o dia 12 de janeiro de 2017 tendo em vista a necessidade do fortalecimento e continuidade das ações de controle de combate à malária na região, principalmente nos municípios onde incidência da doença é maior.

Assinada pela diretora substituta do Departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis, Wanessa Tenório de Oliveira e pela secretária substituta de Vigilância em Saúde, Sônia Brito, a nota informa a liberação de R$ 2,6 milhões através do Plano de Eliminação da Malária no Brasil para Secretaria de Saúde do Estado do Acre (Sesacre) por parte do Governo Federal para aquisição de veículos, barcos, microscópios, computadores para distribuição nos municípios acreanos.

Os técnicos do Ministério da Saúde observam que durante o ano de 2015 o Acre apresentou uma redução de 14% nos casos de malária comparado a 2014, fruto de uma ação permanente dos agentes de endemias dos municípios de Cruzeiro do Sul, Mâncio Lima e Rodrigues Alves. “Na supervisão técnica realizada nos municípios de Mâncio Lima e Rodrigues Alves houve relatos de insuficiência de agentes de combate à endemias para realização da totalidade das ações relacionadas a malária, o que pode ter causado a descontinuidade e influenciado negativamente para o atual quadro epidemiológico, principalmente Rodrigues Alves”, diz a nota.

De acordo com o MS, a partir da descontinuidade das ações foi possível verificar um aumento considerável dos casos de malária na região já no segundo semestre de 2015. Outro ponto abordado na nota é que a solicitação de insumos ao Ministério da Saúde, como medicamentos e inseticidas e testes rápidos, não vem ocorrendo devido a uma fase de reorganização da Sesacre, que está sem coordenador oficial desde junho de 2016.

Cameli: “O estado precisa fazer sua parte para evitar riscos à vida da população”

Preocupado com a situação do aumento dos casos de malária no Acre, o senador Gladson Cameli, juntamente, com o deputado estadual Nicolau Júnior (PP) agradeceram as informações e apoio do Ministério da Saúde no tocante a liberação de verbas para o Acre com o objetivo de conter os casos de malária nas cidades acreanas e atender as demandas nos órgãos de saúde aguardadas pela população local.

Cameli conversou com o ministro Ricardo Barros por telefone e relatou o momento preocupante pelo qual passam os municípios, principalmente os mais isolados do estado como os da região do Vale do Juruá. O senador também mostrou-se preocupado com a inércia do Governo do Estado, que segundo ele tem negligenciado o cuidado com as famílias acreanas no que diz respeito ao combate à malária no Acre, principalmente na região do Vale do Juruá.

“Não podemos ficar de braços cruzados, ouvindo especulações em redes sociais e discursos oficiais enquanto a vida da população corre risco. É necessário agirmos e sabemos que para isso podemos contar com o apoio do Governo Federal. Pelo relato que recebemos do MS, as falhas da Secretaria Estadual de Saúde nessa questão são muito graves. Também é preciso oferecer estrutura nos hospitais e postos de saúde, e continuar com o trabalho dos agentes de endemias, conscientizando a população sobre a necessidade de evitar a proliferação da doença”, disse Cameli.

Gladson disse que acompanhará o ministro da Saúde e demais técnicos do ministério numa agenda prevista para ocorrer no Acre em janeiro de 2017.

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