Impeachment: estamos respeitando a Constituição e fortalecendo a democracia, diz Gladson

Senador faz análise do primeiro dia da sessão de julgamento de Dilma Rousseff pelo plenário do Senado Federal

O senador Gladson Cameli (PP-AC) fez, no início da noite desta quinta-feira (25), uma análise sobre o primeiro dia da sessão de julgamento por crime de responsabilidade da presidente Dilma Rousseff pelos senadores em plenário. Os trabalhos começaram às 9h34 da manhã e teve o segundo intervalo alguns minutos antes de 18h.

Apenas uma das oito pessoas convocadas pela acusação e pela defesa havia falado até essa parada. Essa fase dura até que a oitava pessoa se manifeste e pode estender-se por toda a sexta-feira (26) e até pelo fim de semana.Por estar funcionando na condição de tribunal, todas as sessões são presididas pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski.

“Nós estamos fortalecendo a nossa democracia e respeitando a Constituição. O que está acontecendo sobre essa questão do impeachment reforça, cada vez mais, que nós estamos em uma democracia forte”, afirmou o parlamentar acriano.

Gladson defendeu a celeridade do processo e disse que estava sendo fortemente cobrado em suas redes sociais para que a Casa apressasse o rito. “Porque o país está parado e, com essas paralisações, muitos investimentos para o nosso estado, para a nossa região, ficaram parados, não estão acontecendo”, observou.

O senador também disse estar confiante com a gestão do presidente interino Michel Temer, que governará o país até 2018 caso a presidente seja afastada. “Ele está cumprindo o seu papel mesmo diante de uma crise que estamos vivenciando, uma crise política, econômica, financeira. E está dando retornos positivos. Respeita o Congresso Nacional, já foi legislador, já foi presidente da Câmara dos Deputados, sabe qual é a importância do Legislativo para o Executivo”, analisou.

O parlamentar citou, como exemplo, a iniciativa de retomar as obras paralisadas que demandem recursos entre R$ 500 mil e R$ 10 milhões porque incentiva a geração de renda nos pequenos municípios. E comemorou a abertura da licitação para a recuperação da BR 364, publicada nesta quinta-feira pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit).

Para afastar definitivamente a presidente da República é necessária a concordância de pelo menos 54 dos 81 senadores. Dilma Rousseff anunciou que estará no Senado na próxima segunda-feira (29) para se defender da acusação de fraude fiscal, edição ilegal de decretos de crédito suplementar e financiamento de despesas do governo por bancos federais, como Banco do Brasil e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

“Eu não tenho dúvidas que estamos fortalecendo a nossa democracia e estou muito convicto das ações [praticadas por Dilma Rousseff], porque eu analisei os autos. Não tomei nenhuma decisão olhando o lado político porque eu parto do princípio que você tem que colocar o Estado, a Nação, em primeiro lugar, acima de qualquer interesse político”, observou Gladson Cameli que irá votar a favor do afastamento da presidente.

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