Gladson orienta bloco a votar sim em admissibilidade do impeachment

Por 15 votos a favor e cinco contrários, senadores aprovam relatório que admite receber denúncia de impeachment contra a presidente da República, Dilma Rousseff.

O senador Gladson Cameli (PP-AC) foi o responsável por orientar o bloco parlamentar Democracia Progressista (PP e PSD) na votação da Comissão Especial do Impeachment (CEI) nesta sexta-feira (06). O placar foi de 15 votos a favor, cinco contrários e a abstenção do presidente, Raimundo Lira (PMDB-PB). Os senadores aprovaram o relatório do senador Antônio Anastasia (PSDB-MG) que admitiu o recebimento da denúncia de impeachment da presidente da República, Dilma Rousseff, no Senado.

“O governo Dilma, com práticas temerárias, contabilidade criativa, pedaladas fiscais, além daquela velha conhecida dos brasileiros, a corrupção, pôs tudo a perder. Perdemos credibilidade, perdemos confiança, perdemos o grau de investimento. Em outras palavras, Dilma conseguiu fazer de uma ponte sólida para o desenvolvimento – construída a duras penas pelo povo brasileiro – uma corda bamba”, disse o parlamentar no discurso de encaminhamento.  

De acordo com Gladson, ao admitir o processo de afastamento, a Casa não está punindo a presidente e sim protegendo o Estado brasileiro “de uma gestão arriscada da coisa pública, que foi o que nos levou à crise que hoje vivemos”.  E argumentou, “isso se destina a todos aqueles que dizem que Dilma é honesta, que Dilma não cometeu nenhum crime. Ser honesto é mais do que a obrigação de todos nós. É preciso também ser responsável, ser competente, e nisso o Governo teve um fracasso retumbante”.

Na próxima quarta-feira (11) a decisão da CEI será submetida ao plenário. É necessário apenas que a maioria simples dos senadores presentes na sessão – que só pode começar com um mínimo de 41 senadores - votem a favor para dar continuidade ao processo. Se a decisão da Comissão for confirmada, a presidente Dilma Rousseff será afastada por até 180 dias para que o mérito da questão seja julgado. Nesse período, o vice-presidente Michel Temer (PMDB) assume o governo do país.

 

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