Gladson defende auditoria para apurar quanto já se gastou pela BR 364

"Tenho convicção de que o problema na BR 364 não é a falta de manutenção. O problema é que a estrutura dessa rodovia nunca prestou", disse o parlamentar na tribuna.

O senador Gladson Cameli (PP-AC) defendeu, nesta quinta-feira (06), no plenário do Senado, a completa apuração dos valores aplicados na recuperação da BR 364 nos últimos 20 anos. “Seria muito bom sabermos quanto já foi pago na recuperação das rodovias federais no Acre nos últimos 20 anos. Afinal, são os números que nos ajudam na formulação de políticas públicas. Tenho convicção de que o problema na BR 364 não é a falta de manutenção. O problema é que a estrutura dessa rodovia nunca prestou, e hoje nós vamos ter que gastar R$ 230 milhões para poder recuperar a pavimentação do trecho de Sena Madureira até o Rio Liberdade”, afirmou.

O parlamentar levou para tribuna um levantamento demonstrando que durante os governos dos presidentes Lula e Dilma, e dos últimos quatro governos estaduais, foram gastos quase R$ 2 bilhões. “Sabe-se que todo projeto de construção de uma rodovia tem de prever uma vida útil, no mínimo, de dez anos. Como justificar o presente estado de uma rodovia onde se gastou dois bilhões de reais? Simples, pela péssima qualidade dos serviços prestados e a falta de zelo pelo dinheiro público”, assegurou Gladson.

O senador também refutou que a falta de manutenção da rodovia é responsabilidade do Governo Federal e do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). Explicou que o Dnit assumiu o intervalo mais crítico de 400 quilômetros no início de 2015 e que, três meses depois a rodovia se rompeu, isolando o Vale do Juruá, próximo ao Rio Gregório. Em junho de 2015, outra parte, de Tarauacá para frente, em direção ao Rio Liberdade, teve que receber serviço emergencial, e que o pior trecho, entre Jurupari e Tarauacá, só foi assumido pelo Dnit no final de 2015.

“O Dnit vai iniciar agora em maio a recuperação estrutural da BR-364, porque a postura do Dnit é diferente da do Deracre. Será feito algo que tenha um resultado positivo a longo prazo que não irá mais demandar fortunas com manutenção como em todos os anos que se passaram e o problema continuava. O Governo Federal, do presidente Michel Temer, não trabalha dessa forma. O investimento que vai ser feito agora é um investimento que vai permanecer, que vai ser duradouro”, garantiu.

 

Para o senador, os recursos gastos agora por causa da má administração passada poderiam ter sido direcionados para outras obras de infraestrutura que iriam tirar vários municípios do isolamento. “Problemas o Acre tem. Olhar para o retrovisor não vale a pena e querer culpar os outros, muito menos. O que precisamos já é unir as nossas forças, construir pontes e não derrubar pontes, preparar o Acre e o Brasil do presente para o futuro”, defendeu.

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