Afastar um governante é ‘processo traumático’, diz Gladson

O senador acriano reafirmou estar convencido dos crimes imputados à presidente afastada Dilma Rousseff.

O senador Gladson Cameli (PP-AC) afirmou nesta terça-feira (09) que o processo de afastamento da presidente Dilma Rousseff, em análise no plenário do Senado Federal, é “um processo traumático”. Os senadores iniciaram a discussão do parecer oferecido pela Comissão Especial do Impeachment (CEI) que recomenda a cassação da presidente por crime de responsabilidade.

“O afastamento de um governante não é motivo de orgulho para os brasileiros. O impeachment é o fechamento das cortinas de um espetáculo em que o ator principal, o presidente da República, trouxe aos espectadores mais a tragédia do que a comédia. Não podemos negar que é um processo traumático. Afinal, é o julgamento de um chefe de Estado eleito pelo povo”, analisou o parlamentar acriano.

Gladson reafirmou estar convencido dos crimes imputados à presidente afastada Dilma Rousseff. “Por acreditar em nossa Constituição, em nossa democracia, na convicção da existência de graves crimes de responsabilidade que voto pelo prosseguimento do julgamento do afastamento definitivo da presidente da República Dilma Rousseff. Tenho o dever moral e ético de votar sim”, afirmou.

De acordo com o parecer aprovado na CEI, a abertura de créditos suplementares sem a aprovação do Congresso Nacional e as chamadas pedaladas fiscais constituem crimes de responsabilidade passíveis de afastamento da presidente da República.

“Hoje a história do Brasil está sendo escrita por uma maioria de Parlamentares que não tolera crimes contra o dinheiro do contribuinte, que não aceita a incompetência na gestão dos recursos públicos, que não acredita em um Brasil onde o Estado é meramente instrumento de pilhagem por um grupo político”, analisou.

O senador Gladson Cameli também elogiou o relatório do senador Antonio Anastasia (PSDB-MG) e a condução do processo pelo Senado Federal. “É importante frisar que todo o processo de investigação, do contraditório, de oitivas de testemunhas e de elaboração do relatório foi realizado com amplo respeito ao devido processo legal, ao direito de defesa e, sobretudo, dentro dos limites previstos em nossa Constituição, em nossas leis, além dos princípios basilares do Estado democrático de direito”, afirmou. Para ser aprovado, o parecer necessita dos votos favoráveis da maioria simples dos presentes.  

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